Recentemente o jornal espanhol El Mundo, publicou um artigo muito interessante sobre a dura realidade dos matadores de toiros no país vizinho.

A maioria deles não vive da Tauromaquia, têm de ter outras profissões que não estão relacionadas com a Festa Brava, como por exemplo Alberto Lamelas que apesar de tourear 9 corridas este ano (pisando arenas importantes como Las Ventas ou Mont-de-Marsan) tem de conciliar a profissão de matador de toiros, com a de taxista.

Para grande parte dos toureiros que não estão no topo do escalafon, tourear custa dinheiro porque aquilo que recebem nem sempre dá para pagar as despesas. A Tauromaquia não é somente feita de grandes feiras e figuras do toureio, esse pode ser o lado mais visível, mas verdade é que a Tauromaquia é feita essencialmente por muitos toureiros desconhecidos e em praças espalhadas um pouco por tudo o Mundo. Só este ano de Janeiro até Outubro, realizaram-se espectáculos taurinos em 772 praças de toiros.

“Antes toureava-se para ser rico e hoje em dia tem-se de ser rico para tourear”, afirma Raul Câmara, novilheiro com picadores actualmente responsável por uma loja de artigos de nutrição.

Mario Sotos que debutou este ano em Madrid, afirmou no mesmo artigo que a preparação de um toureiro custa muito dinheiro.  Para se preparar para esta corrida, o novilheiro com picadores  teve de tourear à porta fechada dois toiros, cada um custou 1500 euros. Supondo que este toureiro cobrou os honorários mínimos de uma praça de toiros de 1ª categoria, depois de pagar despesas e impostos o seu saldo financeiro seria de 550 euros, a troco de arriscar a sua vida na arena mais importante do Mundo.

Esta é a dura realidade do mundo dos toiros em Espanha. Se em Espanha é difícil, agora imaginem em Portugal…

Vale a pena ler o artigo na integra aqui.

Fontes: El Mundo e Mundotoro

Foto: Julian Lopez