Juan Serrano “Finito de Córdoba”, toureou mais de 1300 corridas de toiros, ao longo dos seus 25 anos de alternativa, que recebeu em Córdoba a 23 de Maio de 1991, das mãos de Paco Ojeda, acto testemunhado por Fernando Cepeda.

Iniciou a temporada 2016 em Lisboa, com uma grande faena, no festival realizado a 27 de Fevereiro. Regressa agora ao Campo Pequeno onde ainda ecoam os ecos dessa faena antológica de Fevereiro, para repartir cartel, amanhã, com o seu compatriota e amigo de longa data Juan José Padilla e o português Manuel Dias Gomes, frente a toiros de Manuel Veiga.

“Finito de Córdoba” sente-se um toureiro respeitado pelo público. “Ao longo da minha carreira consegui o respeito da sociedade, dos companheiros de profissão e dos aficionados. É a maior satisfação que posso sentir por me ter mantido sempre fiel ao conceito de toureio que venho pondo em prática ao longo de quase três décadas”, refere.

O diestro considera que “o toureio é algo de mágico, muito duro e muito bonito” e explica que nesta actividade se dá uma circunstância estranha: “sabendo-se o risco que o toureio contém em si mesmo, quando regressas a casa vindo de uma actuação, podes descansar um ou dois dias mas, passado pouco tempo, é de novo o teu corpo que te pede que voltes a jogar a vida”.

Realizado como homem e como toureiro, “Finito de Córdoba” afirma que os seus dois filhos (Lúcia e Juan Rodrigo) são a maior faena da sua vida, destacando que essa foi uma faena só realizável com a ajuda de Arantxa del Sol, a sua mulher.

Recorde a passagem de “Finito de Córdoba” no festival realizado a 27 de Fevereiro no Campo Pequeno.