Faleceu Francisco Cano ‘Canito’, provavelmente o fotógrafo taurino mais conhecido em todo o mundo.

Tinha 103 anos e a sua morte ocorreu esta madrugada no lar “Hermanitas de los Ancianos Desamparados” em Llíria, (Valência) onde se encontrava a recuperar de uma pneumonia .

Cano nasceu em Alicante a 18 de Dezembro de 1912, e ao longo da sua juventude tentou a sua sorte nas arenas, fazendo carreira como novilheiro, sem no entanto, chegar à alternativa de matador de toiros. Durante a Guerra Civil espanhola, “Canito” viveu em Madrid em casa do seu amigo Gonzalo Guerra Banderas, o responsável por  fazer com que o jovem alicantino trocasse a muleta pela máquina fotografia.

francisco cano - novilheiro

Ao longo da sua vida, trabalhou sempre em regime freelance. Colaborou com várias publicações com por exemplo os jornais ABC (generalista) e Marca (desportivo), ou as revistas taurinas El Ruedo e Aplausos.

Durante a sua carreira, foram vários os toureiros que lhe solicitaram os seus trabalhos fotográficos; Domingo Ortega, Pepe Luis Vázquez ou Luis Miguel Dominguín (foto abaixo) foram apenas alguns dos nomes, com quem Francisco Cano trabalhou.

francisco cano - luis miguel dominguin

No entanto, Cano ficaria conhecido por ser o único fotógrafo que imortalizou a morte de Manolete, a 29 de Agosto de 1947 em Linares (província de Jaén). Imagens que deram a volta ao Mundo, no dia anterior à morte de uma das maiores figuras do toureio.

francisco cano - morte manolete

francisco cano - morte manolete 2

Depois de 71 temporadas a fotografar o mundo do toiro, foi condecorado com o Prémio Espanhol de Tauromaquia.

Por Portugal passou algumas vezes, nomeadamente no Campo Pequeno e em Santarém.

Fonte e fotos: Mundotoro e Aplausos