O Mundotoro, uma das maiores referências na informação taurina a nível mundial, deu hoje destaque à temporada portuguesa e considera o Campo Pequeno o principal barómetro da tauromaquia nacional.

Este artigo, vem na sequência de uma entrevista realizada a Rui Bento Vasquez (gestor taurino do Campo Pequeno), publicada na semana passada neste mesmo site. Agora Maribel Perez Sanchez, escreveu sobre a importância que o Campo Pequeno tem tido nos últimos anos na Festa Brava em Portugal.

A praça de toiros de Lisboa, tem um papel muito importante na internacionalização da tauromaquia portuguesa, uma vez que alia um espaço arquitectónico único, a abonos transversais a nível de público, numa altura em que é muito importante renovar e fazer novos aficionados.

Os cartéis em Lisboa contam desde a reabertura do Campo Pequeno em 2008, com a presença dos mais conceituados cavaleiros e forcados, mas também de grandes figuras do toureio a pé – Juli, El Cid, Morante, Padilla, Finito de Córdoba, Enrique Ponce, Ferrera, Perera, David Mora, Fandiño, del Álamo, José Garrido, Jimenez Fortes (estes dois últimos toureiros apresentaram-se em Lisboa, numa altura que ainda eram novilheiros) entre muitos outros – e os aficionados sabem como é difícil trazer a Portugal, matadores de toiros que estão no topo do escalafon em Espanha, tendo em conta que território nacional, não se picam nem se matam toiros (com excepção para Barrancos).

Durante muitos anos, os cartéis em Portugal eram mais do mesmo, e poucas eram as empresas que arriscavam na confecção de cartéis atractivos (as trocas dos “apoderados/empresários”, impunham-se ao gosto e à sensibilidade dos aficionados) e menos ainda, eram as empresas que apostavam na inserção de toureio a pé. A maioria delas só apostava em corridas mistas ou “à espanhola”, se o caderno de encargos assim o obrigasse.

De repente, parece que grande parte dos empresários (depois do sucesso alcançado recentemente no Campo Pequeno do toureio a pé na temporada transacta, com os triunfos importantíssimos  de Juan José Padilla e de Morante de la Puebla numa noite histórica com o grande nome do flamenco Diego “El Cigala”) descobriu “a pólvora” e certamente que esta temporada, vamos ver a presença de toureio a pé em território nacional com uma frequência invulgar, face aos últimos anos.

Importante, é não esquecer os jovens toureiros portugueses, seja a pé ou cavalo. É altura de criar competição nas arenas e de inovar na forma de comunicar a tauromaquia. Só assim, a Festa Brava vai evoluir e manter-se viva em Portugal.

Também não nos podemos esquecer, o papel muito importante levado a cabo pela Federação Protoiro, um trabalho muitas vezes invisível aos olhos dos aficionados, mas que se tem revelado de uma extrema importância nas vitórias que a tauromaquia tem alcançado na Assembleia da República.

O BullFest está ai à porta (dia 18 de fevereiro, no Campo Pequeno) e promete ser um evento que vai revolucionar a forma como grande parte da população encara a tauromaquia. Tudo isto é mencionado no artigo dado hoje à estampa no Mundotoro e que o aficionado pode ler na integra aqui.

fotos: mundotoro.com e touradas.pt