O antigo novilheiro e bandarilheiro Ricardo Relvas, foi operado de urgência em Espanha. A operação correu da melhor maneira e em menos de 2 dias, o atual fotógrafo taurino teve alta e já se encontra a recuperar em sua casa.

Natural de Água de Pena, na ilha da Madeira, Relvas veio muito jovem para o continente e o gosto pela Tauromaquia, surgiu depois de ver num jornal, uma fotografia do mítico matador de toiros espanhol Manuel Rodriguez “Manolete”. Uma paixão que viria a tornar-se num caso de amor depois de assistir ao vivo a uma corrida de toiros no Campo Pequeno.

ricardo-relvas-maletillaEm Portugal, o seu grande ídolo foi Diamantino Vizeu (o primeiro matador de toiros português), com quem chegou a treinar no Vale do Silêncio, nos Olivais. Juntamente com o seu grande amigo Francisco Farinha (antigo bandarilheiro e diretor de corrida) toureou em diversas capeas que se realizavam de norte a sul do país.

A primeira vez que vestiu um traje de luces, não foi em Portugal, nem em Espanha. Foi em África, mais precisamente a 11 de agosto de 1965, na praça de toiros de Sá da Bandeira (atual Lubango) em Angola. Nessa tarde em que lidaram-se 8 toiros de casta espanhola, e o cartel foi composto pelo cavaleiro Alfredo Conde e pelos espadas Diamantino Vizeu, Anibal de Oliveira e claro por Ricardo Relvas “El Terramoto”.

Ao longo da sua carreira, toureou em França (onde debutou com picadores) e em Espanha onde a determinada altura da sua vida, decidiu trocar “o ouro pela prata”. Como bandarilheiro saiu às ordens de diversos rejoneadores espanhóis, com realce para Leonardo Hernandez (pai).

No dia 1 de outubro de 2000, fez pela última vez as cortesias na Feira de Zafra, em Badajoz. Desde ai dedicou-se à fotografia taurina, passando várias temporadas em Espanha, país onde criou laços que serão eternos.

A equipa do Faenas TV, envia um forte abraço e deseja as suas rápidas melhoras a Ricardo Relvas, uma das primeiras pessoas a acreditar neste órgão de comunicação social. Obrigado Ricardo. Tu eres un fenómeno!